quinta-feira, 11 de outubro de 2007

SOU LIVRE


Energia, fluido, máscara de carnaval, instante em que me escondes as realidades. Momento, alucinação, percurso perdido, ilusão. Noite, fria e escura, perfeita e simples loucura. Não és nada, não és tudo, és apenas este mundo confuso. Luz, brilho e escuridão, amar e padecer, perdão.
Fantasma, sombra, percurso encantado em plena madrugada. Angústia, mágoa ou apenas solidão. Som vestido de mil silêncios, persegues-me em cada sentimento, por ruas estreitas, vielas recônditas, e becos sem saída.
Ainda assim sigo, persigo os ideais escondidos no âmago da alma, busca incessante do nada, que se transforma em quase tudo. Esgoto as forças, cravo os dedos na parede lamacenta da vida, e elevo o corpo que teima em resvalar no vazio, sinto as unhas que me doem sinto os músculos que cedem mas, ainda assim, escalo este muro, contra a força da gravidade, contra tudo, tentando libertar-me do peso que me arrasta para o fundo.
Chove, sobre meu rosto, lavando a Terra, limpando a Alma, este bálsamo que resvala por todo o corpo, refresca o peito, tonifica o espírito, é benção divina, que me liberta, me distende a tensão acumulada, solto os dedos, da parede molhada, e deixo o corpo voar, sobre o vácuo, sou livre!

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