
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Acordei e ainda te sinto...

domingo, 12 de abril de 2009
Viagens...
Estas viagens entre mundos deixam a minha mente exausta e quero apenas ficar aqui, onde esta água me completa, me recorda os primórdios do meu tempo. Aqui mergulho o corpo na água tépida deste mar interior. Adormeço sobre a tranquilidade que me inunda. Não sei mais quanto tempo fico aqui, já não regresso dos sonhos, deixando de parte toda a realidade. Não sei já o que sentir, como perceber os caminhos a trilhar.Percebo que não contenho a tua essência, mas que tu levaste toda a minha magia contigo, sorveste cada pingo da minha existência, deixando meu cadáver vivo para definhar nos anais do tempo. Sou a prova de que a vida continua mesmo depois da alma partir, e você o Sol que marca a linha do horizonte quando o dia adormece e a noite vem para me trazer a minha própria solidão.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Contemplar...
sábado, 4 de abril de 2009
Embalo...
Da música retiro os sons que adormecem tua alma, dos livros as letras com que te escrevo, como poema inacabado, que a cada dia te entrego, como lágrima derramada na face seca e envelhecida.
Saudade ou simplesmente cansaço pela espera que em ondas me alterne, como este oceano que em mim se agita, em marés que me levam e me trazem como despojo de naufrágio em praia perdida. E no silêncio que me corpo encerra, guardo os segredos do teu, momentos em que os dedos resvalaram por tua pele, como gotas de maresia que agora em mim se depositam.
O tempo segue em direção a lado nenhum, e aqui ficam as letras que registram as lembranças, recordações de instantes por viver que tão reais em nós se fizeram que sentimos tê-los já vivido.
sábado, 28 de março de 2009
Criação...
Na boca coloco um sorriso e dos lábios desprendo letras que não digo, as escrevo como se quisesse que me escutasse. Sei que a brisa imensa deste oceano acabará por transportar os sentidos, e, num banho de mar, sentirás na tua pele o desflorar do meu corpo em teu âmago. Sei que, onde quer que me escute, sentirás o suave silêncio da minha voz, que te canta, na melodia desta noite, as canções que nunca escrevi.
Os teus sentidos acordar-te-ão para um novo amanhecer e será luz, que num novo dia se fará de brilho ofuscante, serás Sol o que nasce pela manhã, e eu, serei apenas o reflexo do teu brilho, que noite após noite te recorda que amanhã haverá mais um dia, porque o teu Sol, continua a brilhar, mesmo quando o não vê.
sábado, 21 de março de 2009
Sol e Lua

Em uma noite quente de verão, você invade o meu quarto e me oferece o corpo e eu te peço com ele a alma. Ama-me na penumbra desta noite, e me deixa ficar com o sabor da tua pele na minha boca, com o perfume de teus cabelos na minha mente, com a essência da tua alma em meu peito.
Em mim ficamos os dois, em nós reside um corpo só, no vazio imenso de um mundo antigo, empoeirado e triste. O peito rebenta de prazer, e as essências espalham-se por todo o meu ser. Em mim habita, numa eternidade sem tempo, num lugar escondido, dentro da minha alma.
Perdem-se os corpos, mas a alma sobrevive aos tempos, viajando de corpo em corpo até este momento.
Será eternamente a rainha do Sol, e eu a sombra da Lua que te persegue.
domingo, 15 de março de 2009
Fogo.......
Aqui neste lugar onde a Lua brilha, deixo partir meus sentidos, deixo a alma seguir e abandonar meu corpo, como se despisse de mim. Os pensamentos assolam a carne que frágilmente se cede e cai no chão úmido, em um segundo a força dos sentidos reboca a alma para o infinito. Aqui neste mundo das sombras, sou uma pequena luz, estrela solitária em pleno firmamento, centelha que brilha na escuridão da noite, como faísca que serve de ignição para uma explosão de magia.
De meus dedos imaginários nasce uma bola de fogo azul, como se a água subitamente queimasse a pele, um pequeno globo de mar a fervilhar, te solto como a água que se precipita em uma cachoeira, e flui por todo o meu ser me diluindo em ti. Invade-me com o teu mar azul, fogo ardente em tons de gelo eterno, que sustenta e anima o meu ser, perfumando o ar escuro desta eterna noite onde a lua brilha, me faz lembrar dos dias em que não te tive. É o elixir da vida, gota mágica que me reanima, me fortalece e sustenta, em um ciclo mágico que nos mantém juntos desde os princípios dos tempos.
O corpo não resistiu às emoções, ao tempo, e, colapsou, caindo sobre os joelhos, num grito agonizante que marcou o seu fim. Mas, a alma, se soltou em um salto gigante, agarrando-se a você, e se elevando nas asas do teu espírito para atingir o céu da nossa própria eternidade.
Aqui neste lugar a Lua brilha, a calma paira por este Universo. Regresso ao meu silêncio para de longe fechar meus olhos e pemanecer abraçado a ti.
domingo, 8 de março de 2009
Voar...

Bebi do teu corpo, provei no teu cálice o néctar, momento em que me fiz homem, em que senti na pele o traço de teus dedos. Mas a alma voa mais alto, não se pode confinar ao corpo ou se tornaria mortal. No cume deste penhasco, onde a Terra toca os Céus, deixo um pedaço do homem, corpo despido de alma que entrego à terra, para voar mais alto, ser mais leve e tocar a eternidade.
Comigo levo um pedaço de voce, levo comigo teu perfume, levo comigo tua verdadeira essência que tua alma guarda em lugar secreto que apenas as plumas de minhas asas conseguem tocar. Sinto no ar, cada momento, guardo no olhar cada instante, em que por momentos se fez realidade. Homem e Mulher se fundiram num único corpo, que guardará para sempre um sinal dessa fusão.
Nesta Noite, regresso à magia dos tempo, lugar onde habito, onde sou apenas uma luz, que na noite escura brilha, como centelha de esperança.
sábado, 7 de março de 2009
Se esconde....

Se esconde, te cobre com o véu da sedução, deixando transparecer o interior fechado numa barreira de cristal que me permite apenas contemplar o brilho que irradia do centro do teu mundo.
Te descubro, em cada troca de olhar, nos sentidos que reprimes e não quer mostrar. No momento em que a minha alma trespassa o teu corpo como um sabre que não fere.
Te descubro, em cada rosto de mulher, em cada palavra que não pronuncio, em cada instante que não vivo. A cada passo, sinto teu perfume, encontro o toque da tua pele na seda que me acaricia.
Te aguardo, gosto de te ver chegar, quando o dia cede sobre a noite que de mansinho o adormece. Caminhas com a suavidade da brisa da tarde, com a levesa duma pluma.
terça-feira, 3 de março de 2009
Flutua...

Te conheço, ouço
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Energia...
Hoje sou apenas e só energia. Neste instante de desprendimento, sou outra vez essência, pura e simples, sem qualquer tipo de tempo, contra-tempo ou condicionante. O corpo, tantas vezes sujeito ao espaço, à sua própria dimensão, limitado nos movimentos, espartilhado nos compromissos, deixa-se sufocar, morrer na perpétua corrida por conseguir o equilibrio que apenas o espírito consegue alcançar.Não adianta dizer que se é capaz, não adianta tudo tentar fazer para lá chegar, não há como não possuir ou ser possuído, como não condicionar ou ser condicionado, enfim esta dimensão é a dona do espaço e, o tempo aqui limita-se a horas, minutos e segundos que decorrem de dias semanas e meses. Por mais que queira não sou capaz de me fazer transportar por inteiro, tenho sempre ficar, para trás, neste tempo, seguindo de mim apenas a luz, energia que meu espírito ilumina e se transfere de corpo em corpo até à eternidade.
Se me perguntar se gosto de ser como sou, te direi que não, mas, aqui e agora, não posso, não devo, ser de outra forma, estou agarrado à Terra, e a sua gravidade me esmaga as asas, me impedindo de voar. Mas, sei fazê-lo, já te mostrei como o faço, e sempre que a realidade perde velocidade, consigo me libertar e divagar pelo espaço e pelo tempo ao encontro do teu sentido, da tua energia da tua essência que flui em minha direção.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Fecho os olhos...
