
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Atrás do Tempo

No Silêncio desta noite

terça-feira, 30 de outubro de 2007
RENASCER

Acordo num mundo novo, onde a noite é companheira dos sonhos, onde o amanhecer não doi, apenas tráz luz às sombras, e nos desperta com o chilrear dos pássaros.
O despojos, deixados atrás, são arrastados como cinzas, pelo vento norte, espalhando-se por toda a envolvente. A chuva que caiu, lavou o chão despido, levando para longe as recordações, ficando apenas a memória de um tempo que se esgotou.
A nova criação, abre os olhos para a luz da madrugada que ganha terreno à escuridão da noite, inspira profundamente, e faz-se à vida.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Sobre a Meditação

Sri Nisargadatta
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Gayatri Mantra
GAYATRI MANTRA
OM BHUR BHUVA SWAHA
TAT SAVITUR VARENYAM
BARGHO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT
OM - o som primordial
BHUR - o mundo físico
BHUVA - o mundo mental
SWAHA - o mundo celestial, espiritual
TAT - Aquele, Deus, Alma transcendental
SAVITUR - O Sol, Criador, Preservador
VARENYAM - O mais Adorado, Encantador
BHARGO - Esplêndido, Brilhante
DEVASYA - Senhor Supremo, Resplandescente
DHIMAHI - em Quem meditamos
DHIYO - o intelecto, compreensão
YO - que esta luz
NAH - nossa
PRACHODAYAT - ilumine, guie, inspire
Vergar

Nasce uma Estrela

Harmonizam-se os elementos, a ordem celeste encarrega-se de alinhar os novos mundos que se agregam, aos poucos, a esta luz que a cada dia brilha mais intensa. Desenho, a traços de pincel, cada detalhe deste novo sistema. A cada mundo novo, recrio a imaginação.
Utopia, sonho, ou apenas realidade. Deixo voar os sentidos, e com eles levo o que ficou de mim. De asas estiradas, encaminho-me para uma nova morada, lugar mágico que detalhadamente desenhei.
Levo no bolso, um pedaço de esperança, carrego na mochila os sonhos esquecidos, e nos olhos carrego a réstia de felicidade, que me permitirá viajar, ao sabor do vento estelar.
Esta noite, se as nuvens da vida o permitirem, olha o céu, e notarás que há mais uma estrela que brilha entre a imensidão do escuro... é lá que me encontrarás, após cada dia.
domingo, 14 de outubro de 2007
Esperar

Na longa noite da vida, parei na berma do caminho e deixei-me ficar. O meu tempo seguiu em frente, e eu, simplesmente, parei. Fiquei a observar, as outras vidas que passavam, vi-vos passar a todos, escutei conversas, senti a desilusão dos vossos maiores fracassos. Sonhei com todos os vossos maiores sonhos. Vi-vos partir, tão rápido como chegasteis, e deixei-me ficar, parado, sentindo o vento passar, perdido do meu tempo, sem tempo algum onde me encontrar.
Nos momentos de solidão, enquanto naquela estrada não passava vida nenhuma, pensei em tudo o que vivi até ali, sonhei com o que teria vivido se seguisse o meu tempo, meditei sobre as decisões que tomei.
Aprendi, com cada vida que passou, colhi para mim pedaços das vossas histórias, e com o passar do tempo, os meus pés criaram raizes, os meus braços folhagem, o meu corpo, entumecido, endureceu.
Hoje, sou apenas uma árvore, na berma da estrada da vossa vida.
sábado, 13 de outubro de 2007
A Ação Divina em Nós

O que é o Poder do Agora?

Portanto, lide com o passado no nível do presente. Quanto mais atenção você der ao passado, mais energia estará dando a ele e mais probabilidades terá de construir um eu interior baseado nele. Não confunda as coisas. A atenção é essencial, mas não em relação ao passado como passado. Dê atenção ao presente. Dê atenção ao seu comportamento, às suas reações, seu humor, seus pensamentos, suas emoções, medos e desejos, da forma como eles acontecem no presente. Ali está o seu passado. Se você consegue estar presente o bastante para observar todas essas coisas, não de modo crítico ou analítico, mas sem julgamentos, significa que você está lidando com o passado e dissolvendo-o através do poder da sua presença. Não é procurando no passado que você vai se encontrar. Você vai se encontrar estando no presente.
O passado não pode ser útil para nos ajudar a compreender por que fazemos certas coisas, reagimos de determinadas maneiras, ou por que, inconscientemente, criamos nossos dramas particulares?
Quando ficamos mais conscientes do presente, podemos ter um insight sobre o porquê de determinados condicionamentos. Podemos perceber, por exemplo, se seguimos algum padrão nos nossos relacionamentos e podemos ver mais claramente coisas que aconteceram no passado. Fazer isso é bom e pode ser útil, mas não é essencial. O que é essencial é a nossa presença consciente.
UM GUIA PARA A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL
Eckhart Tolle
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Nossos Limites
Conhecer e respeitar nossos próprios limites significa sabedoria adquirida e, paradoxalmente, é a plataforma de lançamento para vencer estes próprios limites. O conhecimento do limite, já contém em si mesmo, o princípio da sua superação. A ação de respeitar os limites é o cerne da filosofia oriental, muito difícil de compreender para a mente ocidental que, desconhecendo o limite, lança-se á "meta", ao "alvo" sem saber onde está pisando. Ilustrando este pensamento, a metáfora da raposa que caminha no gelo fino é perfeita. Os orientais dizem que “devemos ser cautelosos como uma raposa que caminha no gelo fino, sondando cada palmo do gelo a ser atravessado. Assim ela não rompe a fina camada e não molha nem mesmo a cauda". ( I CHING- o livro das mutações)Em yoga, o princípio é o mesmo. Uma postura (ásana em nomenclatura sânscrita) nunca deve ser uma meta a atingir. O ásana é um caminho a percorrer em suaves estágios, medindo cada passo, sentindo cada movimento que deverá estar coordenado com a respiração. A busca da meta, de algo a ser atingido, por si só gera tensão e, portanto, a verdadeira yoga é praticada sem o desejo de atingir a meta e sim, com a disciplina e a humildade de percorrer etapas. Nestas etapas, aplicamos o princípio oriental do avanço e do recuo, do faz e do não faz. Nestes avanços e recuos, checamos o terreno, estabelecemos nossos limites e avançamos em terreno seguro.
Para que possamos estar nestas condições, entra o outro fator preponderante nesta prática: o silêncio da mente. Neste estado de silêncio, não se escuta mais a voz do ego exigindo o sucesso, clamando pela vitória. Silenciadas as vozes do desejo, passamos a ouvir nosso guia interior que nos conduz nos momentos de avanço e nos aconselha nos momentos de recuo. Desta forma, evitamos sobrecarregar articulações e músculos ao ponto de levá-los a um colapso provocando no momento uma queda e mais tarde, a dor de uma lesão com seus contrapontos emocionais de fracasso, frustração e infelicidade.
Este ensinamento durante a prática é transportado para a nossa vida diária e aprendemos a "caminhar" na direção dos nossos objetivos ao contrário de "lutar/brigar" por eles. Percebem a diferença? Caminhar na direção de um objetivo não significa que precisemos "lutar”, pois a luta contém em si mesma um componente de violência, fruto do desejo. A luta impõe vencedores ou perdedores, motivos para júbilo ou frustração, geradores da infelicidade, pois tanto um quanto o outro, são sentimentos fugazes. E aqui diferenciamos apenas para conteúdo didático filosófico, as palavras vontade e desejo. Digamos que, a “vontade" é interna e vem do coração, o "desejo" é externo e vem do ego. Neste caso, a Vontade não nos pertence e desta forma se torna sagrada ( termo que significa unida ou una) e se manifesta através da ação que procede da não-ação.
A "não-ação" não significa cruzar os braços e esperar que as coisas caiam do céu. Pelo contrário, a não-ação exige sabedoria, inteligência, disciplina para compreender que tudo nesta vida deverá vir da profunda, misteriosa e sagrada ordem interior. Precisamos apenas nos disciplinar e aprender a ouvir através do silêncio. Existem vários caminhos para isto, um deles é a prática do Yoga.
O que se faz externamente se vai como um sopro de vento, mas o que se faz através das ordens ditadas de dentro, é eterno.